O lance é o caminho de quem não quer depender apenas do sorteio. Na prática, é uma oferta de antecipação: você propõe pagar de uma vez uma parte do seu plano para tentar ser contemplado antes da hora. Só que o lance não é aceito automaticamente — ele entra numa disputa com as ofertas dos outros participantes do mesmo grupo, e só as melhores vencem naquela assembleia.
A comparação é feita em percentual do crédito, e não em valor absoluto. Isso mantém a disputa justa mesmo quando as cotas do grupo têm valores diferentes: quem oferta o maior percentual leva. Quantas contemplações por lance acontecem em cada assembleia depende dos recursos que o grupo tem disponível naquele mês — por isso a competitividade muda de mês para mês.
Havendo empate entre dois ou mais consorciados, o desempate segue o critério previsto no contrato do grupo, normalmente sorteio ou ordem de cota. E se o seu lance não vencer, ele simplesmente não se concretiza: o valor não é debitado — ou é devolvido, conforme a regra da administradora — e você pode ofertar de novo na assembleia seguinte, sem prejuízo nenhum.
Vale lembrar que existem formatos diferentes de lance: livre (você escolhe o percentual que quer ofertar), fixo (percentual pré-definido em contrato, com sorteio entre todos que ofertaram) e embutido (parte do lance sai do próprio crédito, reduzindo o valor da carta que você vai receber). Cada formato muda completamente a estratégia e o custo de antecipar a contemplação.
Montar essa estratégia é justamente o meu trabalho: eu acompanho o comportamento das contemplações do grupo e ajudo você a decidir quanto e quando ofertar. Antes de dar um lance no escuro, vale conversar.
